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Mordenize

Um conteúdo novo toda terça e sexta. Materiais sobre minha jornada (Denize aqui, oiê! =)) pra achar um jeito de lidar com o dinheiro que me faça sentido. Espero que possa ajudar você também

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Senta que lá vem (uma breve) história

Em abril de 2015, eu me coloquei numa situação… diferente: decidi ser Pessoa viva indo para Paris. Me ajuda? <3 :). Inspirada por Amanda Palmer e sua arte de pedir, fui para a Avenida Paulista, aqui em São Paulo, pedir ajuda para conseguir ir ao OuiShare Fest, maior festival mundial da economia colaborativa (da qual sou entusiastíssima \o/ ), que ocorreria em maio. Deu certo. Minha tentativa de ser pessoa viva, já que eu não dispunha de tempo para aprender a ser estátua viva, havia dado certo: juntei R$ 3.702.09, dos R$ 3.087,82 pedidos, e embarquei para Paris.

Mas eu não poderia ter embarcado. Não poderia porque, se eu tivesse dimensão da minha real situação financeira, teria de resolvê-la antes. Simples assim. Nada de Paris. Afundando que eu já estava no cheque especial (como vamos nos iludindo que aquele dinheiro é nosso, não? Não?! Só eu? =/ ); havendo descoberto pouco antes da viagem um rombo na conta da empresa que eu nem lembrava mais que existia (da época em que abri empresa para poder passar nota como jornalista… Só eu? =/ ); tendo de pedir um pedaço do meu limite de crédito especial para comprar euros (o Bradesco me assedia com dinheiro por tudo que é lado, embora não seja nada difícil perceber que mal entra dinheiro na minha conta… Só comigo?); aceitando (mais) ajuda do meu pai para inteirar a bendita da compra de euros (na hora, meu cartão só passou 1/3 do crédito que tomei); me preocupando com as próximas faturas do cartão (parcelei a passagem para Paris em 4x); deixando para depois mobilizar apoios para o Estaleiro Liberdade (uma vez que estava participando dessa jornada incrível em troca de conseguir apoios); me repreendendo por ser tão sem noção com dinheiro (deixei de ter uma entrada fixa em março, por vontade própria, para construir uma ocupação + remuneração de um jeito que fizesse mais sentido para mim e me perdi, sem ter iniciado o Airbnb do meu apartamento, plano desde dezembro, posto em prática só em junho). Ou seja, o dinheiro dos apoios para Paris entrou e… saiu tapando buracos (saiu me dando tapas na cara para, enfim, eu lidar com minhas questões com dinheiro).

Mas embarquei, claro. Claro. As pessoas me ajudaram para isso. Essa era a minha entrega. Viajar, me encharcar de economia colaborativa, voltar e respingar o que eu pudesse por aí (fiz um encontro e contei algumas coisas no blog). A minha desorganização era responsabilidade minha. É responsabilidade minha. É. E esta é a primeira vez que falo mais abertamente desse lado de cá, da desorganização, do caos que (ainda) segue.

E o que é o Mordenize?

É meu compromisso público de me responsabilizar financeiramente (tenho aprendido que me comprometer publicamente me inibe de barganhar comigo mesma a desencanar das coisas) e parte do respingo colaborativo que ofereço abertamente a quem quiser acompanhar e trocar. É minha resposta construtiva, espero, ao fato de vir lidando toda a vida muito mal com dinheiro. E espero que essa resposta não seja construtiva só para mim, mas para você também. Acredito que precisamos, enquanto indivíduos e sociedade, falar mais abertamente sobre dinheiro. Acredito que não falar sobre o lado aflitivo do dinheiro é parte dos nossos problemas com dinheiro. Faz sentido?

Assim, o Mordenize é uma jornada aberta de responsabilização sobre a vida financeira. A minha vida financeira. Compartilhada com o mundo em dois conteúdos semanais que estejam me ajudando a lidar de alguma forma com o dinheiro. Me ajudando a olhá-lo de frente — este elefante branco na sala do qual vinha retumbantemente desviando toda a vida. Não é fácil dizer “chega”. Mas é isso: “Chega!”.

Esses dois conteúdos são divulgados toda terça e sexta, na página no Medium e na do Facebook ( <== pede para receber notificação! ;-)). Especialmente, poderão ser relatos do meu dia a dia com grana e o que ando aprendendo, histórias de onde confabulo que venham minhas crenças, apanhados com reflexão do que ando lendo/vendo relacionado a dinheiro, mas também textos críticos (sobre o capitalismo, a economia colaborativa, como hackear o financiamento…) e traduções de conteúdos que tenham a ver… Poderão ser muita coisa. Mas sempre dois, toda semana, às terças e sextas.

Tá, mas e eu com isso?

Boooa pergunta. Como falei, eu espero que a minha história, os meus achados e os meus aprendizados compartilhados possam ser úteis para você também. E eu, verdadeiramente, acredito que eles poderão ser. Mesmo. Porque se tem uma coisa que aprendi na OuiShare Fest 2015, com o incrível do Charles Eisenstein, autor do livro The more beautiful world our hearts know is possible (que venho traduzindo com a ajuda de uma amiga), é que precisamos recuperar a tecnologia de contar histórias. As nossas histórias. Como elas nos transformam. E o que aprendemos com elas.

Você sabia que os vídeos campeões de visualização do TED são talks que contêm história(s) de vida e aprendizado(s)? Pois é. É algo muito ancestral e poderoso nos conectarmos e aprendermos a partir de histórias. Basta lembrar das aulas de história e de documentários sobre comunidades antigas: nós, homo sapiens primitivos, reunidos em torno de uma fogueira. Em círculo, de igual para igual, contávamos histórias, aprendíamos uns com os outros.

Minha retribuição para você que me apoia, a partir de R$ 1 <3

Poxa vida, muito obrigada, muito, muito! \o/ <3 Saiba que apoiar o fluxo financeiro de quem se dedica a fazer o que sente que tem de fazer aqui neste mundo e se lança ao financiamento coletivo recorrente — que é isto daqui — é cultivar junto o campo para um novo paradigma. Um paradigma em que o dinheiro é fluxo, não acúmulo. Um paradigma em que a dádiva circula e cada um de nós pode fazer mais e mais só aquilo que faz sentido (aquelas coisas que nosso coração sussurra). Aquilo que você faria se dinheiro não fosse uma questão. O que você faria se dinheiro não fosse uma questão? Me conta: denize.guedes@gmail.com? =)

Então, saiba que seu apoio mensal me dá a energia financeira para seguir nessa jornada de autonomia e interdependência (interdependência, sim: somos parte de um todo conectado e negar isso é, para mim, o principal motivo das crises que enfrentamos hoje — enquanto indivíduos, civilização e espécie). Serei mordenizemente grata a você, do tamanho do mundo grata! (((( <3 ))))

  • A partir de R$ 1: envio todo domingo um e-mail para você com os conteúdos de terça e sexta + uma singela surpresinha. =)
  • A partir de R$ 10: além do e-mail semanal, vou te dar acesso ao Drive onde reúno todas as referências bacanas do Mordenize (que acabam se dispersando pelo Medium e Facebook). Um lugar com tudo bem organizadinho… and counting, porque o aprendizado nunca termina. =))
  • A partir de R$ 50: além do e-mail e do acesso ao Drive, você poderá me pautar, a cada dois meses, com um tema sobre a sua questão financeira para que eu produza um conteúdo especialmente para você e publique nos canais do Mordenize. O que acha? =)))
  • A partir de R$ 100: além do e-mail semanal, do acesso ao Drive e de um conteúdo dedicado a você a cada dois meses, vou separar uma hora de qualidade minha todo santo mês para te retribuir com mentoria, aprofundamento das coisas que mais me inspiram, bate-papo sobre a vida (financeira ou não), ajuda para desenrolar caraminholas, enfim, o que mais fizer sentido para você, o que você precisar. Esse período poderá ser presencial, se você estiver em SP, ou por hangout. =))))

Aí, zaz-zaz-zaz!, se faz sentido para você me apoiar: \\\\\\o////// ( <== isto sou eu muito feliz e agradecida mesmo).

Ah, claro, quer sugerir alguma outra forma de retribuição? Me escreve e diz, estou aberta: denize.guedes@gmail.com! Ah2, você sempre poderá cancelar o apoio ou apoiar uma única vez, sem problemas, no hard feelings, só gratidão.

Hoje, eu preciso de R$ 3 mil por mês para viver suficientemente. À medida que eu me aproximar desse valor, vou poder diminuir (até parar) as locações no Airbnb do meu apartamento e dedicar cada vez mais tempo e energia ao Mordenize e aos outros projetos que tenho no mundo, conhece lá!

Quem sou eu?

Eu sou a Denize, Denize Guedes, oi, muito prazer! =) .o/

Já escrevi um montão sobre mim lá no Quem sou do meu site, www.denizeguedes.com. Corre lá se quiser detalhes. O básico mesmo acho que é o seguinte: paulistana, jornalista e entusiasta da economia colaborativa, tento me ocupar no mundo somente daquilo que faz muito sentido. O que não tem envolvido necessariamente dinheiro… Também, pudera!, se o capitalismo nos aparta de qualquer senso de coletividade e já faz o planeta nos expulsar daqui. Pois é, é o que eu acho. Mas acho também que há esperança. <3

Muito obrigada por ler até aqui. E, se ficou com alguma dúvida ou tem críticas, não se preocupe, chega mais: denize.guedes@gmail.com!

<3

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